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Economia

Mulheres investidoras avançam no Brasil.

A presença feminina no mercado financeiro brasileiro continua avançando, 31% das mulheres brasileiras já investem.

LUCIO SILVA - 24/03/2026 11:22

Mulheres investidoras avançam no Brasil.

A presença feminina no mercado financeiro brasileiro continua avançando, e ainda há um espaço importante a ser ocupado. Segundo a 9ª edição do Raio X do Investidor Brasileiro, levantamento realizado pela ANBIMA em parceria com o Datafolha, 31% das mulheres brasileiras já investem.

O dado confirma uma tendência de ampliação da participação feminina no universo dos investimentos, mas também evidencia uma diferença em relação aos homens, entre os quais esse percentual chega a 41%. Essa distância revela mais do que uma diferença de comportamento financeiro. Ela também aponta para desigualdades mais amplas, relacionadas ao acesso à informação e ao planejamento patrimonial.

A poupança ocupa o centro das escolhas

Entre as mulheres que já investem, a caderneta de poupança continua sendo o produto dominante, citada por 69% das investidoras. Em seguida aparecem os títulos privados, com 16%, e os fundos de investimento, com 10%. Embora a poupança seja o produto mais utilizado também entre os homens, a concentração feminina nesse instrumento é maior: entre investidores do sexo masculino, ela representa 54% das preferências.

A poupança pode cumprir um papel importante em fases iniciais da organização financeira ou na formação de uma reserva de emergência. O ponto central é que a permanência excessiva nesse tipo de aplicação pode limitar o potencial de rentabilidade ao longo do tempo, especialmente em contextos em que existem alternativas de baixo risco mais eficientes.

Objetivos bem definidos: patrimônio, estabilidade e desenvolvimento pessoal

As mulheres que investem demonstram clareza sobre o que pretendem fazer com seus recursos. A compra de imóveis aparece como principal objetivo, mencionada por 32% das investidoras. Em seguida vêm a decisão de manter o dinheiro aplicado, com 20%, o desejo de investir em viagens, com 13%, e em educação, com 6%.

Esses dados revelam uma combinação interessante entre segurança patrimonial, manutenção de reservas e valorização de projetos pessoais. O investimento, nesse sentido, aparece como instrumento para alcançar estabilidade, ampliar oportunidades e construir autonomia.

O interesse deve continuar crescendo

A pesquisa também traz um dado promissor: 37% das mulheres entrevistadas afirmaram que pretendem investir ao longo de 2026. Esse grupo inclui, principalmente, mulheres que já são investidoras e desejam continuar aplicando, mas também reúne uma parcela importante de mulheres que ainda não investem, mas planejam entrar no mercado financeiro em breve.

Quando mais mulheres passam a investir, o efeito vai além do mercado financeiro. Isso pode significar mais planejamento, maior proteção diante de imprevistos e mais independência para tomar decisões em diferentes dimensões da vida econômica.